Os dias passam e eu aqui neste quarto
Meus cabelos estão ficando branqueados
Não abro a janela, o mundo continua lá fora
Não atendo o telefone, ele ficou mudo
Só saio daqui para ir a geladeira
Ela está sempre no mesmo lugar, me esperando
Dela eu como, bebo e bebo
Estou no quarto, mas estou com saudades da geladeira
Temos um pacto, encho-a de coisas (e cerveja)
E ela me abastece, me dá o que comer
Acho que estou apaixonado pela geladeira
E quando esqueço-a aberta, se derrete por mim
Poderíamos juntar o meu quente com o seu frio
Traria-a para o quarto e ficaríamos sempre:
O gelado com o quente, a fartura e o indigente
Só me preocupa aquele pinguim que não sai de cima...
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